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Materialidade, cultura e pensamento construtivos
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Materialidade, pensamento e cultura construtivos

Responsáveis : Ghislain His, Didier Debarge, Vincent Ducatez

A especificidade desta área de estudos é trabalhar a problemática das relações entre arquitetura e matéria ou, em outros termos, os vínculos que articulam o arquitetural (que seria da ordem do pensemento) ao arquitetônico (que seria da ordem da realidade material). A hipótese sub-jacente é que o real é uma condição da poesia, mas também que o fato arquitetural faz coincidir o manual e o intelectual.

Esta área de estudos é o lugar da elaboração progressiva dum pensamento crítico em atos que mobiliza diversas áreas :
A história da arquitetura, mas também a história da arte vinculada com a história das ciências e das técnicas (epistemologia). A orígem da arquitetura é um debate contínuo entre a estrutura (abade Laugier) e a textura, a tecelagem (Semper). O material em si mesmo é uma narração ? A criação arquitetural passa por uma invenção técnica ?
A arte, e particularmente as interações entre a forma e a matéria. A forma pode ser pensada independentemente da matéria ? Se sim, qual é a sua substância ? Se não, a matéria induz uma forma ? Qual é a escala da matéria ? A construção pode ser uma arte ? A luz é um material de arquitetura ?
A filosofia, como exemplo a questão da técnica tão prezada a Heidegger, mas também a fenomenologia (Hegel) e suas interrogações sobre a experiência e a intuição sensível (Husserl, Dewey). Como pensar a matéria ? A matéria pode ser uma representação ? O material é uma cultura ?

O ensino desenvolve, por conseguinte, abordagens extremamente vinculadas aos aspectos físicos da arquitetura. Ele trabalha de acordo com diversas modalidades as questões similares:
sobre as questões construtivas (a estrutura, o envelope, a relação entre os componentes)
sobre a execução da matéria no projeto de arquitetura (canteiro de obras)
sobre a matéria em si mesma (economia, textura)
O ensino propõe, por conseguinte, afrontar o real sem idealizá-lo para melhor transformá-lo, inventá-lo, aprendendo pela experiência, pela ação (comprometer-se, fazer, desfazer, refazer). A matéria é pensada aqui nas suas dimensões técnica e sensível, assim como social.
O estudante é, portanto, confrontado aos ciclos de produção, de transformação e de distribuição da matéria : do solo ou subsolo agrícola à indústria, do paisagismo à infraestrutura, do solo à cobertura, da matéria ao material. Ele descobre, então, os problemas de estocagem, de transporte, de ferramentas que são associados. Ele pode, desta forma, questionar-se concretamente sobre a execução, a organização das obras, a relação entre os componentes, a montagem e a desmontagem, a segurança ou os prazos de fabricação conhecendo as dimensões, o peso, os custos dos materiais. Desta forma, os critérios de validação dizem respeito à eficacidade, à elegância e à precisão de um projeto materializado.
Complementos teóricos e históricos completam a hipótese da especificidade material da arquitetura nas palestras, o que é uma maneira de construir progressivamente os doutorados em arquitetura intimamente vinculados a esta questão.
"Num bar, diálogo de trabalho entre dois caras que exprimem seus sentimentos e reflexões a partir de documents diversos. Um deles utiliza um sistema de explicação do mundo que ele demonstra com a ajuda de imagens e de sons reunidos em uma certa ordem. Por outro lado, o outro utiliza imagens e sons reunidos em uma certa ordem para ter uma ideia do mundo."
Jean-Luc Godard
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